Sunday, October 5, 2008

Eu sou muito ESTÚPIDA!!! É só isto que tenho a dizer...

Friday, October 3, 2008

Dói-me as pernas... Os meus sapatos rebentaram... Ando exausta... O meu horário é incompatível com o dos meus amigos... Estou um quilo mais pesada... Tenho o carro, mas não tenho com quem, nem para onde ir... Sinto saudades do meu lugar secreto, mas não faz sentido ir para lá sozinha... Sinto saudades daqueles que não estão presentes para me ver crescer... Olho para trás e faz-me falta quem andou comigo ao colo, quem me viu gatinhar e que agora não me vê enquanto começo a dar os primeiros passos (compreendo, mas faz.me falta)... Sinto falta das gargalhadas, dos jantares, dos momentos para sempre imortalizados em fotografias... Acabaram os momentos de estupidez, as tardes a não fazer nada... Tenho que ler imensos livros, ficam aqui os títulos se alguém estiver interessado "Sister Carrie", "The Sun Also Rises", "As I Lay Dying", "Delta Wedding", "On Checil Beach", "Das Nibelungenslied" (sim, o último é alemão da idade média)...
Mas acima de tudo sinto falta dos meus amigos...


Ich bin lebensmüde...


P.s.:a minha professora de alemão teria adorado saber que ando a aprender vocabulário novo...

Saturday, September 20, 2008

O Verão...

Sim, eu ando adiar este post há séculos… Chega de adiar… Toca a escrever… Estava prometido há muito… E antes que cheguem as crianças (que é já para a semana) e antes que fique enterrada em trabalhos (que já começam a surgir), fica aqui o prometido post sobre as aventuras de Verão ou pelo menos algumas delas.
Antes de começar quero esclarecer que o comecei a escrever no dia 5 de Agosto de 2008, e assim sendo, a primeira parte do post, ou seja, até ao momento em que parei de escrever será todo sobre os acontecimentos anteriores ao dia 5 de Agosto.
Começa assim:
Bem, é uma e cinquenta e seis da manhã do dia 5 de Agosto de 2008. Não tenho sono, mas estou bem disposta.
Lembrei-me de escrever algo. Peguei em papel e caneta e comecei.
Começando pelo principio, lembrei-me de um dia em que do nada, duas raparigas, uma loira e uma morena decidem do nada ir para a praia da Foz. Sim, é verdade. Imaginem a cena: duas raparigas que detestam sol e são super branquinhas, resolvem ir para a praia!!!
Uma parte de Gaia no metro em direcção ao Porto. A outra vai procurar nas lojas a parte debaixo de um biquini…
A loira, passa primeiro na Faculdade e Letras para dar um beijinho à Heidenröslein e à bruxinha e depois dirige-se para a casa da morena, que fica perto da rotunda da Boavista (e isto tudo a pé. No fim do dia, a loira queria morrer!).
Juntam-se as duas e decidem ir até à Foz. Apanham o 204 em direcção à Foz e diga-se de passagem que as raparigas adoram andar de autocarro… Not!!!!
Chegam à Foz e ficam onde, mais tarde vieram a descobrir, é um sítio bom para roubos e violações e afins…
A morena põe-se em biquini, a loira tira só a parte de cima e fica com o soutien do biquini e calças de ganga. Só que a loira adora mar, e a morena queria dar um mergulho junto com a loira. Esta é uma boa altura para referir que a loira não tinha a parte debaixo do biquini vestida. A loira estava em cuecas. Sendo assim, arquitectam um plano para a loira poder mergulhar… Não, o plano é demasiado mau para ser aqui contado…
Depois de um dia de praia a morena vai jantar a casa da loira e como era de esperar rambóia! Depois de jantar as duas vão para o El Corte Inglès. Ficam fascinadas com corpetes pretos (a loira gostou do que tinha fecho à frente, muito Dominatrix e a morena do outro mais sexy). E adoraram o preço, sem dúvida….
Dirigiram-se para a parte dos biquinis para resolver aquele problema da loira. A loira tem uma parte de cima onde as maminhas dela ficam lindamente, já parte de baixo…
Após o passeio pelo El Corte e por Gaia (só até à Câmara, as meninas estavam cansadinhas) voltam para casa… E a partir daqui é a loucura!
Primeiro um banhinho, e depois telefonemas esquisitos, com temas de conversa ainda mais esquisitos, com descrições, no mínimo, interessantes…
As duas meninas dormem na mesma cama (não se ponham com ideias, só houve comentários, que coiso… XD).
No dia seguinte a loira levanta-se às 11:30 e a morena continua num sono profundo. A casa da loira anda toda em bicos de pés para não acordar a pequenina adormecida… A pequenina adormecida acorda, nada mais, nada menos às 14:30… Manda mensagem à loira quando olha para o relógio e repara que afinal não são 11:30, mas 14:30…
Dirigem-se depois para a cozinha onde comem o belo do almoço preparado pela mãe da loira… Depois do belo repasto decidem ir de novo para a praia de desta vez, têm sorte. Aparecem 3 rapazes bem giros!!! Não eram portugueses… (andámos a ficar muito internacionais. XD)
Esta semana acabou com um jantar espectacular e com uma noite muito agradável. Um inicio de Verão do melhor!!!
Vila Nova de Gaia, ah, essa cidade que Garrett tanto adorava… Garrett e eu. Mas penso que a razão pela qual adoramos esta cidade, eu e o senhor Garrett têm motivos diferentes. Quanto a ele basta procurar os textos que escreveu sobre ela (procurem, ler faz bem e pode ser que aprendam alguma coisa), quanto a mim, bem, vou explicar daqui a alguns momentos.
Nesta cidade vivem duas pessoas peculiares, não só pelo contraste que fazem (literalmente), bem como pelas aventuras que vivem. Estou a falar de uma loira e de um negão gostoso…
Nas tardes de fim de Junho, inicio e meio de Julho, em Gaia, existem os famosos lanches… Estes lanches foram sempre partilhados entre amigos, ora no Café do costume, ora no El Corte Inglês, ora no boteco mais próximo… XD
Mas estes lanches tinham algo de diferente… A loira e o negão tinham a companhia de um bebé…
Bem, no El Corte Inglês pensavam que a bebé era filha do negão… O problema é que ele até tinha jeito, mas a criança não era nada parecida com ele… Depois, os lanches na Cafetaria, e todos aqueles que já tiveram o prazer de conviver com uma criança de 8 meses sabem que eles adoram mexer em tudo o que vêem… Além disso, não íamos dar à criança uma torradinha e uma meia de leite, era necessário carregar e fazer as papas…
Ou seja, uma grande confusão, com C maiúsculo.
E por falar em confusão, um conselho que vos dou: nunca vão para uma biblioteca municipal com um bebé… Na biblioteca municipal de Gaia os dois decidem ir buscar um livro e assim fazem… Sobem no elevador e começam a procurar o livro… Nesse momento, a bebé, que até então tinha estado calada, decide começar a fazer os barulhos normais de um bebé… O funcionário da biblioteca levanta-se da sua cadeira e vem verificar o que se estava a passar… Vinha com cara de quem queria repreender alguém, até que reparou que era uma criança que estava a fazer aquele barulho todo… Dá meia volta e vai em direcção à sua cadeira.
A loira não se consegue conter e começa a rir. O negão começa a rir. A bebé continua a fazer barulho. Voltam para o elevador. A loira bate a porta com tanta força que se houve por todo o lado. Saiem os dois da biblioteca e continuam às gargalhadas pela rua fora…

E acaba aqui aquilo que escrevi naquela madrugada… O sono já era muito, os olhos já doíam, o êxtase que me inspirou a escrita começava a desvanecer e o corpo pedia descanso.
No entanto, e como prometido, continua mais abaixo o resto das aventuras, umas melhores, outras piores, umas mais divertidas outras mais monótonas…

Dia 1 de Agosto de 2008, a Caxineira faz anos… Como tal vai tudo pá Póvoa!!! Mais uma vez, ai tal encontramos no metro… A loira é a única a chegar às horas que tinha dito que chegava, já com o atraso previsto… Depois de reunidos os corajosos viajantes que iam para cú de judas para o aniversário da Caxineira, apanham o metro e aí vão… Para a Póvoa é uma hora de viagem… Entre piadas com os nomes dos locais por onde íamos passando, e cenas estupidificantes, lá chegámos ao nosso destino… Lá esperava-nos a aniversariante… Depois, como estávamos todos esfomeados, fomos até ao MacDonald’s (a única coisa que demonstra que existe civilização para aqueles lados XD). Depois de um almoço altamente calórico, fomos passear… E fomos pela beira-mar!!! Claro que o cheirinho que emanava do mar não era nada bom, muito pelo contrário, fazia as entranhas revoltarem-se! (Imaginem o cheiro!!!!)
Uma tarde passada a passear pela Póvoa, a ver livros (sim, nós somos “livricos” anónimos…), a fazer aquilo que normalmente se faz… E de repente, já eram horas de voltar para o Porto… Voltam os 4 no metro… E pode-se dizer que para alguns (ok, só um e só no inicio da viagem) foi uma viagem um nadinha infernal… Depois a viagem correu o mais possível dentro do normal (se é que isso é possível…). Chegada ao Porto, cada um dirigiu-se para a sua bela casa…
Entretanto, fiz alergia a alguma coisa que não faço a mínima ideia do que foi… Tive de ir para o centro de saúde onde chamei incompetente à empregada do atendimento. A médica manda-me tomar duas injecções para passar a comichão, uma nas veias e outra no rabo e digamos que eu caí para o lado… Foi uma tarde emocionante no centro de saúde…Not!!!
Bem, nada de mais emocionante ou de grande relevo aconteceu entretanto… Até que chegou o dia do telefonema aguardado… O meu exame de condução tinha sido marcado para dia 13 de Agosto!!! Comecei a entrar em pânico (lol) e para agravar ainda mais o meu pânico, recebo a noticia que o meu instrutor ia estar de férias no período anterior ao meu exame e no dia do exame iria outro instrutor comigo!!! O drama, o medo, o horror!!! E como se isto não bastasse, o instrutor que fez comigo as aulas no Porto, foi instrutor da minha irmã, no tempo da Maria Antonieta. Não, o problema não era ele ser velho, era ele ser um mulherengo de primeira…
Imaginem o que é estarem a tentar concentrar-se e a pessoa ao vosso lado diz algo como “ei, ali vai a minha prima! Que boa que ela está” ou “já te dá umas trincas, ó fêvera…”. Bem nem tudo era mau… Ele deixou-me vira na auto-estrada a 130 km/h e ainda dizia para eu acelerar mais (sendo que ele já estava a carregar no acelerador do lado dele.).
Chegou o dia do exame, e não vos vou contar os detalhes porque é chato, só dizer que passei e sou oficialmente uma assassina nas estradas portuguesas (ou não…).
O certo é que, no dia seguinte a ter a minha licença de condução, o meu pai precisava de ir buscar uma carrinha para carregar umas coisas. Mas havia um senão… Se ele fosse buscar a carrinha tinha de deixar lá o carro… Há esperem, não há senão… Eu já podia conduzir. É certo que só tinha sido aprovada no dia anterior, mas também é certo que tinha sido aprovada… E assim foi, fui para Serzedo (ou algo parecido), para lá com o meu pai a meu lado, para cá com o meu pai à minha frente numa carrinha Iveco… Já mencionei que para ir para Serzedo se vai pela a auto-estradas? Pois, logo no segundo dia auto-estrada, e não me saí nada mal…
Passados alguns dias de me ter saído bem no exame, as Saras festejaram os seus aniversários. Um jantar muito divertido, um final não muito divertido com algumas confusões, toca a ir para o Downtown Lounge… Pois, os pés já não davam para mais… Não que os saltos fossem altos, nada disso, era mesmo a parte de trás do sapato que me tinha deixado o pé em carne viva… Ora bem, uma mulher nunca tira os sapatos (e eu nunca tirei os sapatos do traje, nem quando queria amputar os pés, mas acreditem, estes estavam a magoar os pés), mas eu tirei… Sim, tenho vergonha do que fiz… Até hoje me sinto mal, mas os meus pés agradeceram…
A viagem… Sim, é verdade, eu fui até Felgueiras de autocarro… Sim, o que eu faço por ti! Tu sabes quem és! :p Eu ODEIO andar de autocarro!!! E fui e voltei de autocarro. Nem falo nas viagens, que tiveram de ser feitas sem música, visto que os meus headphones pifaram… Mas valeu a pena. Fui visitar uma amiga de quem já sentia muitas saudades… Depois de almoço, fomos a um salão de chá muito acolhedor e ficamos a conversar… Bem e depois, não sei o que nos deu, mas ficamos aturar a chata de uma mulher durante tempos infinitos!!! Ela nunca mais se calava!!! Depois das fotos da praxe (há pois, porque tem que se ter provas de que estivemos na terra da Fátimi), fomos ao lugar onde uma pessoa se sente muito confortável, quando as pessoas ficam a olhar para nós porque nunca nos viram… XD
Voltei para o Porto, com a promessa de que ela cedo voltaria para terra de gente civilizada…
E assim foi, passado algum tempo, ela volta para terra de gente!!! Yupiii!!! Entre muitas danças e Hits Pimba da música portuguesa e andar como um Egípcio, assim se passou o sábado e o domingo…
Entretanto, entre correr para a secretaria para resolver problemas de matrícula e tal foram-se perdendo manhãs e horas…
No último dia de férias, agradeço ao corajoso, que andou comigo de carro pela primeira vez, o primeiro dos meus amigos, visto que até esse momento só família tinha viajado comigo… E se ele estava com medo não o demonstrou… Mesmo assim, fiquei muito contente por me ter acompanhado…
Acabam aqui as peripécias de um Verão e fim de Verão que foram muito divertidos e que recordo e que agora deixo aqui para todos os que quiserem ler….

Sunday, August 31, 2008

Running Up That Hill

Como já vem sendo meu hábito ficam aqui as três versões de "Running Up That Hill".

Kate Bush


Placebo


Within Temptation

Saturday, August 30, 2008

We only live once






Staying-alive.org

Wednesday, August 20, 2008

Como esquecer alguém em 5 minutos ou mais um bocadinho

Andava eu a passear pela blogosfera e resolvi procurar um blog que me animasse. Ora bem, como na noite anterior tinha estado a ver o "Boa Noite Alvim", na Sic Radical, resolvi procurar o blog do Alvim... Procurei e encontrei. E entre os seus muitos posts engraçados encontrei um que achei deveras curioso. Tinha o títtulo "Como esquecer alguém em 5 minutos ou mais um bocadinho". Eu não sou apologista do esquecimento. Muito pelo contrário. Acho que se deve recordar com uma certa nostalgia aqueles momentos bons e os momentos menos bons, recordar para não voltarmos a repetir o mesmo erro. Deixo aqui na íntegra o texto de Fernando Alvim. Mais uma vez volto a reforçar, não é da minha autoria (ainda não sou assim tão boa). Se quiserem ver o texto original ou cuscar o blog do Alvim aqui fica a morada: http://www.esperobemquenao.blogspot.com/.


"Como esquecer alguém em 5 minutos ou um bocadinho mais"

Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: “Vai onde te leva o coração!”, “Fazes-me Falta!” “Não há coincidências” e claro o inevitável “Amo-te”.

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do “Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.

E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – ouçam, o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitar um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso é muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em dvd – que fique claro, ao aceitarem este convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.

E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar.

Tuesday, August 5, 2008

46 anos depois...

Faz hoje 46 anos que Marilyn Monroe foi encontrada morta na sua casa de Brentwood, na Califórnia. Como não poderia deixar de ser deixo a minha homenagem a um dos ídolos e a uma das mulheres mais poderosa e cheia de sexappeal que existiu.
Norma Jean Baker nasceu a 1 de Junho de 1926. Filha de Gladys Pearl Monroe e de pai desconhecido (embora muitos dos seus biografos acreditem que o seu pai seja Charles Stanley Gifford), passou a maior parte da sua infância entre orfanatos e familias de acolhimento, até que a 19 de Julho de 1942 é obrigada a casar com Jimmy Dougherty, sendo que a outra opção é voltar para os orfanatos.
Com a chegada da guerra aos Estados Unidos o seu marido é destacado para o Pacifico. Norma Jean começa então a trabalhar numa fábrica, colaborando para o esforço de guerra. É descoberta por um fotógrafo que lhe tira algumas fotos e assim começa a sua carreira de modelo aparecendo em várias revistas. Para prosseguir com a sua carreira ela pede o divórcio em 1946.
A 26 de Agosto de 1946 assina o seu primeiro contrato com a Twentieth Century Fox, pinta o cabelo de loiro platinado e muda o seu nome para Marilyn Monroe, sendo o último nome o nome da sua avó.
O primeiro papel de Marilyn em um filme foi uma participação, em 1947, em The Shocking Miss Pilgrim. Teve uma pequena participação no filme Asphalt Jungle que lhe deu a projecção necessária para o seu papel de Claudia Caswell no filme "All About Eve" com a mega estrela Bette Davis. Fica uma das cenas de Marilyn no filme:



Teve papéis em filmes como Let's Make It Legal, As Young As You Feel, Monkey Business e Don't Bother to Knock. Ganhou mais projecção no filme "Niagara", onde interpreta uma esposa que quer matar o seu marido. Brilhante interpretação da música "Kiss":


Em "Gentlemen Prefer Blondes" brilha com a sua voz. E quem é que pode esquecer a sua interpretação de "Diamonds are a girl's best friend":


Logo em seguida é uma das protagonistas do filme "How to marry a millionaire", que tal como o nome indica é a saga de jovens modelos que procuram homens ricos para casar e terem um futuro assegurado.
A sua vida pessoal continua em alta com o seu casamento com Joe DiMaggio a 14 de Janeiro de 1954. Mas após apenas nove meses de casamento e muito em parte devido à cena atrevida de "Seven Year Itch" DiMaggio pede o divórcio. A cena do filme é talvez a imagem mais guardada de sempre no imaginário colectivo. Marilyn em cima de uma das saidas de ar do metro de Nova Iorque:



Em 1955, troca Hollywood por Nova Iorque e vai para a escola de teatro de Lee Strasberg. Farta de ser tratada como uma loira burra e com a intenção de fazer papéis sérios, cria a sua própria produtora, a Marilyn Monroe Productions, que realiza filmes como "Bus Stop" e "The Prince and the Showgirl" onde contracena com Sir Laurence Olivier.
"Bus Stop" trailer:



"The Prince and the Showgirl" trailer:


Entretanto, Marilyn Monroe casa com o dramaturgo Arthur Miller e abandona por algum tempo os estúdios. Por fim, vive a vida que sempre desejou: tem uma casa e uma familia. Engravida, mas perde a criança. Pouco depois vê-se de novo forçada a voltar aos estúdios, uma vez, que Arthur não conseguia sustentar a casa.
Volta com o filme "Some like it hot" e mais uma vez vemos o seu talento musical no máximo:



Pouco depois, Arthur escreve um papel para a sua mulher num filme a que chama "The Misfits". Os problemas do casal começam a vir ao de cima com a dependência cada vez maior de barbituricos de Marilyn. Mesmo antes do fim das gravações do filme o casal separa-se.
Marilyn entra numa crise nervosa e é internada numa clinica para recuperação. Dias depois sai.
É de novo chamada pela Fox para participar num filme "Something's Got to Give", mas devido aos constantes atrasos e ao facto de ter participado na festa de aniversário de Kennedy é despedida. Alguns dias depois volta a ser contratada.
Marilyn cantou os Parabéns a você mais conhecidos de todo o mundo a 19 de Maio de 1962. Com a sua voz sensual e o vestido mais justo que alguma vez usou, encantou J.F.Kennedy com quem saiu, depois da cerimónia terminar, para um hotel.


Mesmo antes de voltar às gravações do filme que estava a fazer na altura, Marilyn Monroe é encontrada morta a 5 de Agosto de 1962 , nua, em cima da sua cama, na sua casa de Brentwood. Chegava ao fim a vida trágica desta mulher que só queria ser amada e que não queria que a tratassem como um boneco, mas sim como um ser humano. O relatório da autopsia diz-nos que a sua morte terá sido um provável suicidio com ingestão de comprimidos. No entanto, e passados tantos anos a dúvida persiste: suicidio, morte acidental ou homicidio, uma vez que sabia demais sobre a familia Kennedy?
Aqui fica a cena do seu último filme, filme esse inacabado


Anos depois continua a preencher o imaginário de muitos e a ser o símbolo sexual do século XX. Imitada pelos maiores icones de todos os tempos continua a viver nos seus filmes e nas conspirações de muitos.
Para terminar esta homenagem, nada melhor que as palavras da própria num poema escrito por ela:
"What I want to tell
Is what is on my mind
taint dishes
taint wishes
flinging
by
before I
die"...